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Aborto em discussão: relembre o caso da menina de 13 anos abusada pelo próprio pai que morreu durante o parto

Atualmente o Brasil permite o aborto em apenas dois casos: se a gravidez for resultado de estupro, ou se a gravidez oferecer risco a vida da gestante.

Nos ultimos dias, muito se tem falado a respeito da menina, de 10 anos, vítima de abusos do tio. A criança passou por um procedimento de interrupção da gravidez, o chamado aborto, depois de determinação da Justiça.

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O caso acendeu o debate a respeito da legalização do aborto no país. Atualmente, o Brasil permite o aborto em apenas dois casos: se a gravidez for resultado de estupro, ou se a gravidez oferecer risco a vida da gestante.

No caso da criança, de 10 anos, a gravidez era tanto fruto de estupro quanto gravidez de risco. Ainda assim, grupos religiosos se posicionaram contra a realização da interrupção da gravidez. Com isso, uma grande discussão se formou.

A discussão acabou lembrando um outro caso que foi noticiado em janeiro deste ano. Uma menina, de 13 anos, acabou morrendo por complicações durante o parto. Ela havia engravidado em decorrência de estupros do próprio pai.

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O caso aconteceu no Cariri, Amazonas. Luana Ketlen morreu dia 11 de dezembro do ano passado. A gravidez foi descoberta no quinto mês de gestação, depois que a mãe de Luana a levou ao hospital por notar mudanças no corpo da criança.

No hospital, a gravidez foi confirmada e Luana revelou que vinha sendo estuprada pelo pai. A criança ainda informou que tinha medo de denunciar porque era ameaçada. A mãe de Luana se recusou a acreditar na filha. O pai fugiu.

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A gestação não foi interrompida e, já no sétimo mês, Luana deu entrada no hospital sentindo fortes dores. Diagnosticada com uma forte anemia, os médicos realizaram a cesárea de emergência. Depois do procedimento, a criança sofreu de derrame pleural e cirrose hepática, culminando numa forte queda de pressão.

Os médicos tentaram transferi-la para um Hospital de maior porte, mas a criança faleceu no aeroporto. O bebê prematuro sobreviveu ao parto, mas não há atualizações sobre seu estado de saúde. O pai, Tome Faba, de 36 anos, acabou localizado e preso.

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