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Auxílio Emergencial: Entenda o que impede o benefício de ser prorrogado ou não pelo Governo

Quais são os dois lados da moeda, quanto ao futuro do benefício do Auxílio Emergencial?

O futuro do programa do Auxílio Emergencial vem recebendo opiniões de dentro e de fora do governo. O debate se intensifica cada vez que o prazo final para o mês de agosto se aproxima.

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Pela decisão do Congresso, o valor a ser pago foi de R$ 600 mensais, com duração de três meses. Destinado para trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores e desempregados.

Chegando ao fim do terceiro mês, uma prorrogação foi concebida e o mesmo foi estendido para mais dois meses. Mas, agora, o governo precisa decidir novamente o futuro do benefício.

A questão está dividida em dois lados, aqueles que aprovam a prorrogação do benefício e aqueles que apoiam a bandeira levantada pelo presidente em 2018: Liberalismo econômico, personificado em Paulo Guedes.

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Bolsonaro garantiu que a economia do país estaria nas mãos de Guedes, mesmo não tendo histórico de que defendesse suas medidas. Sendo assim, vários economistas se alinharam ao seu pensamento liberal e agora criticam a prorrogação do benefício.

O programa tem custo de R$ 50 bilhões mensais. Ou seja, foram mais de R$ 250 bilhões gastos nos últimos 5 meses com o benefício.

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Guedes chegou a mencionar, na última semana, que quem aconselha o presidente a “furar” o teto de gastos, está levando o presidente a uma zona de impeachment.

De um outro lado, a linha defende que a proteção da população é mais importante do que o teto de gastos. Ou seja, o grupo defende o fato de que o Estado é responsável pela proteção dos mais pobres, visto que a pandemia atinge o mundo inteiro, inclusive gerando sérios problemas na economia.

Seguindo este raciocínio, uma outra justificativa seria o alto índice de informalidade encontrado no mercado de trabalho brasileiro.

Mesmo com todos benefícios econômicos, encontrados através das transferências de renda, há políticos e analistas que acreditam que o presidente vê o benefício como parte da conquista da população.

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Já foi apontado por alguns analistas que o benefício pode ser a causa da melhora da aprovação de Jair Bolsonaro como presidente pela população.

Há relatos que apontam que não foi só o benefício que gerou frutos ao presidente, mas também o abrandamento do tom autoritário, combinado com flexibilização da quarentena. Até agora o debate segue dividido, sem o governo ter uma resolução de fato dos próximos passos.

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