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Bolsonaro revoga decreto apontado como ‘passo para a privatização do SUS’ depois de enxurrada de críticas

O decreto integrava o Programa de Parcerias de Investimento do governo federal, que propõe a parceria público-privada para a realização de algumas propostas.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, decidiu revogar o decreto que autorizava o Ministério da Economia a estudar possibilidades de privatização das UBS, as Unidades Básicas de Saúde. O decreto gerou uma onda de críticas e revolta da população.

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Diante das críticas e má-recepção da população, Bolsonaro decidiu voltar atrás e publicou, em rede social, esclarecimentos sobre o decreto. O presidente afirma que a intenção do estudo, que seria promovido pela Economia, era viabilizar recursos.

O decreto integrava o Programa de Parcerias de Investimentos do governo federal, que propõe a parceria público-privada para a realização de algumas propostas. O principal argumento para o decreto era a existência de UBS ociosas e UPAs ainda em construção.

De acordo com Bolsonaro, o projeto visava a arrecadação de recursos para a finalização de obras, bem como o redirecionamento das clínicas que deveriam funcionar como UBS, mas hoje estão esvaziadas.

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A publicação do presidente sofreu edição, cerca de 30 minutos da publicação, em sinal aos eleitores que concordavam com o decreto, afirmando que o documento pode ser reeditado e decretado uma nova vez.

POR QUE DA POLÊMICA?

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Críticos ao decreto afirmavam que o texto era um primeiro passo à privatização do SUS. De acordo com algumas análises, o governo sinalizava com o documento que poderia ceder a gestão das UBS a iniciativa privada.

Ainda de acordo com os críticos, os problemas do SUS devem ser sanados com investimento público e fiscalização, sem envolvimento da iniciativa privada.

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