Cientistas se preparam para viagem a Marte no semiárido brasileiro: pesquisadores tentam descobrir como manter plantações no planeta

O Habitat Marte, liderado pelo professor Julio Rezende, usa dados já disponíveis na comunidade científica para tentar reproduzir o solo marciano e estudar as possíveis formas de plantação no planeta.

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Os cientistas ainda não conseguiram reproduzir 100% o solo marciano, mas já tem uma boa ideia de como a terra no planeta se comporta e, com essas informações, usam o semiárido brasileiro como planta base para novos estudos.

Atualmente, Marte já foi alvo de 3 grandes expedições de diferentes países. A NASA, a agência norte-americana, tem o projeto mais ambicioso de todos. Mas o projeto no semiárido brasileiro é nacional, fruto de um estudo coordenado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O Habitat Marte, liderado pelo professor Julio Rezende, usa dados já disponíveis na comunidade científica para tentar reproduzir o solo marciano e estudar as possíveis formas de plantação no planeta. A ideia é que os astronautas tenham condições de se sustentar no futuro.

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O pico do Cabugi, local escolhido pelos cientistas, que é a área de um vulcão extinto, é rico em basalto. Expedições já realizadas já evidenciaram que o solo marciano é rico na mesma substância, sendo assim, o território facilita a aproximação.

O projeto é ambicioso e conta com uma estufa que dispensa o uso de terra para plantações. A ideia é descobrir que tipo de alimentos poderiam ser cultivados no planeta Marte e, com isso, oferecer maior autonomia aos astronautas.

A meta do projeto, no entanto, não é apenas explorar possibilidades em Marte. O próprio semiárido brasileiro, que também sofre com escassez de água e alimentos, é um alvo. O projeto pensa em soluções para a região brasileira também.

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Roberta R
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