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Estado de saúde do estudante picado por naja é divulgado; ele tinha mais de 16 serpentes de estimação

Novidades sobre o caso do estudante que ficou em coma ao ser picado por uma das serpentes mais perigosas do mundo.

O caso que repercutiu nos últimos dias, sobre um estudante que foi picado por uma cobra naja, teve novidades. O estudante de medicina veterinária, Pedro Henrique Krambeck, de apenas 22 anos de idade, está internado desde o dia 07/07 e chegou até mesmo a ficar em coma.

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A naja, uma das serpentes mais venenosas do mundo, tem origem em regiões africanas e asiáticas. O veneno da naja é extramente perigoso e pode levar a vítima a morte em questão de minutos. Na maioria das vezes a picada é fatal. O veneno dessa serpente é altamente neurotóxico e afeta a área neurológica dos seres humanos.

O jovem recebeu um medicamento, um soro antiveneno, o qual foi encontrado no Instituto Butantan, em SP. O instituto, no entanto, informou que tem apenas uma pequena quantidade do soro, o qual não disponibiliza para acidentes com a naja.

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Esse soro é de posse do Butantan para tratar algum acidente que possa vir a acontecer com profissionais que façam pesquisas com a espécie. Além disso, a naja não é de origem brasileira e não pertence ao país, sendo assim exótica em território nacional.

Crime ambiental

Apesar de estar internado, o jovem recebeu uma multa no valor de 2 mil reais pelo Ibama. Pedro Henrique é suspeito de criar e reproduzir a espécie e vender em um suposto esquema de tráfico de animais.

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De acordo com a investigação, foi apontado que o jovem é dono de mais 16 serpentes, as quais, em sua maioria, não têm registro. A criação e comércio de cobras venenosas é proibida no país e se configura em crime ambiental.

Segundo o G1, o jovem teve uma melhora em seu quadro e já tem previsão de alta para os próximos dias. Até o momento, ele ainda continua internado na UTI.

E a cobra?

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A naja foi abandona em uma caixa na noite do dia 8, próxima a um shopping, no Lago Sul. Após ser encontrada, ela foi resgatada e está sob os cuidados do Zoológico de Brasília, assim como as outras 16 serpentes que foram encontradas em um haras.

No dia 11, sexta-feira, a Polícia Civil cumpriu um mandato de prisão em um imóvel, o qual estava no nome do pai de um dos amigos do estudante.

Os agentes acharam indícios de que o mesmo, juntamente com três amigos, estavam produzindo cobras em cativeiro. Os órgãos ambientais irão decidir o destino das serpentes e, por enquanto, elas ficam sobre os cuidado do zoológico.

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