PUBLICIDADE

Estudante de veterinária, de 22 anos, fica em coma depois de ser picado por cobra Naja no Distrito Federal; autoridades afirmam que a cobra era ilegal

Principal suspeita é de que o rapaz criava a cobra em casa, de forma clandestina.

Um estudante de 22 anos está em estado grave de saúde depois de ser picado por cobra Naja. A espécie é uma das mais letais do mundo. A cobra não tem registro de entrada no Distrito Federal e pode estar em condição ilegal. A polícia investiga o caso.

PUBLICIDADE

O rapaz costumava postar fotos com cobras nas redes sociais e parecia ter uma espécie de fascínio com o bicho. As imagens foram excluídas depois que o caso ganhou repercussão nacional. A polícia cobra cooperação por parte da família e amigos do jovem.

De acordo com informações apuradas pelo Uol, a polícia apenas conseguiu localizar a cobra depois de insistir muito com um amigo da vítima. Ao que tudo indica, o rapaz vinha criando o animal em casa, de forma ilegal e por isso tanto receio de todos os envolvidos.

Especialista na área, o biólogo Carlos Eduardo Nóbrega explicou que essa espécie pode matar um ser humano em apenas 60 minutos após a picada. Ele esclareceu ainda que esse tipo de bicho não pode ser criado por pessoa física no Brasil.

PUBLICIDADE

A Naja é natural de algumas regiões da África e Ásia. Nóbrega explicou ainda que o animal não costuma atacar o ser humano sem nenhum motivo. Sua ação geralmente é apenas em casos em que se sente ameaçada. Ele confirmou que o estado de saúde do estudante é grave.O jovem recebeu soro antiofídico, mas fora do tempo considerado ideal. Nóbrega explica que, nesses casos, o soro deve ser aplicado dentro de duas horas após a picada. O problema é que esta é uma cobra raríssima no Brasil e, por isso, os estoque são pequenos.

A vacina precisou ser enviada em caráter emergencial pelo Instituto Butantan, mas o rapaz precisou entrar em coma induzido. Os médicos esperam que, em estado de coma, ele consiga preservar seus órgãos o suficiente para que seu corpo reaja com o soro.

PUBLICIDADE

As autoridades não sabem como vai ser o estado de saúde do estudante caso ele acorde, mas o caso deve continuar sendo investigado.

Autor