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Governo de SP diz que não pretende aumentar medidas restritivas mesmo com previsão de que o ‘platô’ na curva da pandemia dure mais 2 meses

Número de casos e mortes por coronavírus no estado se estabilizam em valores altos, o chamado "platô".

O estado de São Paulo tem sido um dos mais castigados pela pandemia em todo o país. Até a última sexta-feira, dia 24 de julho, 463.218 pessoas testaram positivo e destas, 21. 206 perderam suas vidas em decorrência da doença na região.

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Ciente da situação e com os dados do novo coronavírus atualizados, o novo secretário da Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, se pronunciou, no início da noite de sexta-feira, dia 24, e disse que o estado de “platô” pode chegar a durar mais oito semanas no estado, ou seja, durante os próximos dois meses.

Para quem não sabe, nesse contexto, platô significa um padrão alto, mas estável, de número de casos da doença.

Ainda de acordo com o neurocientista Miguel Nicolelis, o vírus se proliferou da capital para o interior do estado, principalmente pelas rodovias, e, como um efeito bumerangue, está retornando, por conta dos paciente que são trazidos do interior para a capital em busca de tratamento para a doença.

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O pesquisador explicou como se dá essa dinâmica, que preocupa por se formar uma corrente constante de infecção e transmissão do vírus, que já está ativo por quase 6 meses no Brasil e na capital paulista.

“Aí você cria um sistema de retroalimentação, capital-interior, interior-capital, que geraria o que a gente chama de efeito ciclone. Trata-se de um ciclo sem parar, de alimentação de casos da capital indo para o interior e do interior vindo para capital e assim por diante”.

O perigo só aumenta, com a movimentação entre o interior e a capital, até porque, esses pacientes são transferidos para a capital quando estão em estado grave. Por conta disso, o governo não descarta a continuidade de medidas restritivas de enfrentamento à covid-19, porém não demonstra interesse em endurecer políticas, como dito pelo no .

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