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Homem de 61 anos é encontrado vivendo em condições desumanas junto da mãe de 87 anos, em fazenda com trabalho análogo à escravidão

O homem trabalhava na fazenda desde 1999 e não tinha nenhum registro de carteira assinada,

Três órgãos trabalharam em conjunto para libertar um homem de 61 anos que trabalhava em condições análogas à escravidão, em uma fazenda da zona rural de São José dos Campos.

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Segundo o Ministério Público do Trabalho, o idoso cuidava do gado leiteiro sem folga e sem receber salário algum desde o ano de 2005, sem possuir férias.

O idoso iniciava o trabalho a partir das 5 horas da manhã e ia até escurecer, às 18 horas da tarde, todos os dias, sem um período sequer de folga e sem receber remuneração financeira.

O homem na verdade trabalhava na fazenda desde 1999 e não tinha nenhum registro de carteira assinada. A única coisa que recebia era um lugar para ficar e morar, mas que ainda assim não oferecia nenhum conforto, além de não receber comida também.

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Segundo Ministério Público do Trabalho, o homem morava junto com a sua mãe, de 87 anos de idade, que também já prestou serviços no passado para o empregador. No interior da casa, não havia absolutamente nada, eles não tinham geladeira, água encanada, eles tinham que buscar água em uma bica.

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Na moradia improvisada, tudo era entulhado nos cantos em condições degradantes. A casa não tinha forro, o telhado era todo quebrado e, em época de chuva, eles precisavam cobrir-se com Lonas. O homem, de 61 anos, e sua mãe, de 87, se alimentavam com ajuda de vizinhos que os davam alimentos.

O proprietário da fazenda foi preso em flagrante pela Polícia Federal. Ele negou toda acusação, dizendo pagar salário e dar uma cesta básica, mas não apresentou nenhum recibo que comprovasse sua fala.

De acordo com a polícia federal, a pena com relação a esse crime é de quatro anos de prisão e a fiança é estipulada pelo juiz. Como o empregador não é réu primário, está preso.

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O Ministério do Trabalho entrou com uma ação para que o homem receba pelo período passado que trabalhou, o qual não teve nenhuma remuneração.

 

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