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Marinha abre investigação contra sargento que criticou presidente Bolsonaro pelas redes sociais e militar pode ser expulso

Uchiha alega estar sendo alvo de mensagens de ódio e ameaças, que teriam se intensificado com a investigação.

Em agosto deste ano, investigações sobre o suposto esquema de rachadinhas, envolvendo o Senador Flávio Bolsonaro, revelou que Michelle Bolsonaro, esposa do presidente Jair Bolsonaro, recebeu depósitos no valor de R$ 89 mil feitos por Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

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Com a descoberta, se popularizou nas redes sociais a pergunta “Presidente, por que sua esposa Michelle recebeu R$ 89 mil de Queiroz?” após o episódio em que Bolsonaro se recusou a responder a pergunta e ainda afirmou que queria agredir um jornalista.

O questionamento foi replicado por milhões de pessoas, incluindo famosos e o terceiro sargento da Marinha Michel Uchiha.

Uchiha, além de militar, é militante do movimento LGBTQI+ e também pré-candidato a vereador do Rio pelo PSB. Agora, ele está sendo investigado por ter publicado o questionamento em suas redes sociais. Para a Marinha, houve desrespeito ao presidente.

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Uchiha alega estar sendo alvo de mensagens de ódio e ameaças, que teriam se intensificado com a investigação. A Marinha avalia se Uchiha quebrou regras que proíbem ao militar que faça uso político-partidário das redes sociais.

Uchiha está na Marinha há mais de 11 anos e acredita estar sendo alvo de perseguição por ser de esquerda e homossexual. Apesar da apuração estar sendo direcionada apenas contra Uchiha, perfis de diversos outros militares também se manifestam politicamente, inclusive com defesas ao presidente.

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A Marinha nega que a investigação tenha sido motivada por discriminação e afirma “repudiar toda forma de discriminação“. A instituição acrescenta ainda que a averiguação se baseia no Estatuto dos Militares e Regulamento Disciplinar para a Marinha e garante que Michel terá transparência e “amplo direito de defesa”.

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