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Mulher que perdeu a guarda do filho alega discriminação étnico-religiosa e por ser vegana; Justiça aponta negligência

A defesa da mãe também afirma que Patrícia não teve a chance de se defender das acusações e, por isso, alega que a mulher sofreu discriminação na decisão da Justiça.

A paraguaia Patrícia Garcia, que atualmente vive no Paraná, está travando uma batalha com a Justiça do estado. Isso porque a Vara da Infância e Juventude de Foz do Iguaçu determinou que a guarda do filho de Garcia, de um ano e dois meses, passasse para o pai, identificado como Julio Moreira.

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A questão por trás da decisão, que resultou em um processo na Justiça, é a seguinte: Garcia alega ter sofrido discriminação por ser vegana, além de étnico-religiosa. A Vara da Infância e Juventude, por sua vez, alega que Garcia era negligente com a criança.

De acordo com apuração do G1, a decisão da transferência de guarda se baseou em dados que apontam que o menino apresentava anemia, sequelas neurológicas, déficit nutricional e falhas do metabolismo.

O relatório aponta que a mãe não permitia que a criança ingerisse proteína animal. Além disso, o menino também não estava com o calendário de vacinas em dia, supostamente porque algumas dessas vacinas possui origem animal.

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A mãe nega e afirma que a criança não havia recebido todas as vacinas ainda por ter apresentado reação alérgica. Patrícia também relata que seu filho era acompanhada por médicos que recomendaram a não vacinação em um primeiro momento.

O menino ainda está em fase de amamentação e, por isso, Patrícia tem levado leite materno diariamente a casa do ex-parceiro. O detalhe é que a moça tem medida protetiva contra o ex-parceiro por ter sido vítima de violência doméstica.

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A defesa de Patrícia também afirma que ela não teve a chance de se defender das acusações e, por isso, alega que a mulher sofreu discriminação na decisão da Justiça. Um abaixo assinado a favor dela já somam mais de 90 mil assinaturas.

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