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Novo estudo mostra que coronavírus foi registrado no Brasil em novembro de 2019

A UFSC teve acesso ao material que vinha sendo mantido congelado desde então a fim de usá-lo como evidência epidemiológica.

Um grupo de pesquisadores afirma ter identificado o coronavírus em uma amostra de esgoto colhida em novembro de 2019, em Florianópolis. O grupo integra duas Universidades e uma startup. As amostras estão sendo tratadas como as mais antigas já registradas da doença nas Américas.

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O dado é considerado uma grande descoberta, já que o primeiro diagnóstico registrado por covid-19 no Brasil é de janeiro. Se considerado o intervalo, é possível afirmar que o vírus já circulava no Brasil desde o fim do ano de 2019.

Os dados coletados não foram divulgados detalhadamente, a pesquisa é coordenada pela Universidade Federal de Santa Catarina. Este é um estudo que vem sendo realizado por outras instituições ao redor do mundo e as descobertas foram impressionantes.

O vírus foi descrito pela primeira vez em 31 de dezembro, de 2019. Estudos encontraram o vírus na rede de esgoto de Wuhan, China, em outubro daquele ano. Outras pesquisas também localizaram o vírus em países da Europa antes da data de dezembro.

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A UFSC teve acesso ao material que vinha sendo mantido congelado desde então a fim de usá-lo como evidência epidemiológica. Os dados confirmaram a presença do genoma do coronavírus nas amostras coletadas do esgoto no fim de outubro, ainda em 2019.

Os dados não representam um risco de contaminação, porque mostram a população que já foi contaminada. Mas as informações servem para compreender a progressão do vírus no país, além de outras pesquisas que já vinham sendo estudadas.

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Os dados de esgoto aos quais a UFSC teve acesso estavam disponíveis porque já haviam sido divulgados para outras pesquisas e foram cedidos para esse estudo sobre o covid-19. As informações dão novas direções para o rastreamento da doença no Brasil.

A presença do vírus no território brasileiro está sendo vista como a mais antiga no continente americano, mas os dados podem ser confrontados com estudos semelhantes em outros países.

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