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Pesquisa realizada mostra que 89% dos médicos e profissionais da saúde acreditam que o Brasil vai sofrer outra onda de Covid-19

Quase dois mil profissionais foram entrevistados e a maior parte dos mesmos trabalham em unidade de saúde ou hospitais que atendem pacientes em tratamento da covid-19.

Uma pesquisa realizada pela Associação Paulista de Medicina (APM) aponta que o número de problemas na rede de saúde que os profissionais têm enfrentado durante a pandemia do novo coronavirus é muito grande.

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De acordo com um levantamento feito pela associação, em um estudo realizado com vários profissionais da saúde, mais de 80% dos entrevistados acreditam que o país irá enfrentar uma segunda onda de covid-19.

Quase dois mil profissionais foram entrevistados e a maior parte desses trabalham em unidade de saúde ou hospitais que atendem pacientes em tratamento da covid-19. Cerca de 28% dos entrevistados acreditam que estão capacitados para atender casos da doença, em oposição a 72%, que afirmam não estarem preparados para estarem diante do combate da pandemia.

Grande parte dos profissionais de saúde disseram que o estresse e a falta de estrutura faz com que se torne mais difícil para os mesmos atuarem. Frequentemente faltam aos profissionais máscaras, álcool em gel, luvas, óculos e muitos outros equipamentos de proteção, para cuidarem e trabalharem de maneira adequada.Segundo a pesquisa, os médicos estão atendendo tanto pacientes comuns como pacientes confirmados com coronavírus e o contexto em que estão trabalhando têm gerado quadros de ansiedade e exaustão física nos profissionais, pela falta de treinamento e de um programa de capacitação.

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Boa parte dos profissionais da saúde temem contrair o vírus e muitos fatores prejudicam o trabalho de médicos e de enfermeiros. Um grande fator é a população estar desacreditada com relação a pandemia, não leva a sério o vírus e não mantém o isolamento social e tal atitude afeta negativamente o trabalho dos profissionais da saúde.

Também a violência contra eles prejudica demais seus desempenhos. Muitos enfermeiros são agredidos quando entram em um ônibus, quando passam na rua.

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Grande parte dos entrevistados acreditam que o número divulgado é muito menor do que a realidade de mortes e de confirmação de casos da doença.

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