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Saúde manda que presos sejam vacinados antes dos guardas e decisão gera revolta

A decisão gerou críticas e pode virar um grande cabo de guerra entre pastas.

O Ministério da Saúde emitiu documento que orienta que os presos do sistema carcerário sejam vacinados contra a covid-19 antes dos policiais. A decisão, no entanto, gerou críticas e pode virar um grande cabo de guerra entre pastas.

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Acontece que as Secretarias de Segurança estaduais não gostaram da ideia e já adiantaram que não pretendem respeitar a decisão. Isto é, as pastas pretendem vacinar primeiro seus agentes de segurança e, depois, os presos em cárcere.

Secretário de segurança de Goiás, Rodney Miranda, já adiantou sua decisão e explicou porque não se justifica a decisão tomada pelo Ministério da Saúde, na sua opinião:

Aqui no estado nenhum preso vai vacinar antes. Não existe isso. Aqui são 20 mil servidores da força, foram 32 mortes por Covid-19. Temos aqui cerca de 23 mil presos. Foram 5 mortes. Nem estatisticamente isso se justifica. Nossos servidores estão muito mais expostos, sem dúvida.

O documento do Ministério da Saúde, na verdade, não é nenhuma novidade. O plano federal já havia sido publicado no fim do mês de janeiro, mas restava dúvidas se a lista estava de fato em ordem de prioridade. Para tornar o documento mais claro, o ministro Ricardo Lewandowski determinou que fosse adicionar uma listagem numérica ao lado de cada grupo.

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Assim, ficou claro que os presos do sistema carcerário aparecem em 17º na fila, enquanto os guardas aparecem em 18º. Já os agentes das forças de segurança e salvamento aparecem apenas em 21º.

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